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As crianças com perturbações de sono, como a insónia e o sono excessivo, têm mais tendência para desenvolver depressões e estados de ansiedade, segundo revelou um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos da América.

"Sabemos que a depressão está associada a problemas de sono, mas o que este estudo mostra é que, em jovens, a insónia é o problema mais comum, e que uma combinação entre insónia e doença do sono é um problema duplo", garantiu Xianchen Liu, responsável por este estudo publicado na edição de Janeiro da SLEEP, publicação oficial da Academia Norte-Americana da Medicina do Sono e da Sociedade de Pesquisa sobre o Sono.

Foram analisadas 553 crianças depressivas, das quais 72,7% sofriam de perturbações no sono. Dessas, 53,5% sofriam de insónias, 9% de vontade de dormir em excesso e 10,1% de ambas as perturbações. "As crianças que têm os dois problemas têm mais depressões severas do que os jovens com apenas um dos problemas de sono", garantiu Xianchen Liu. E por isso aconselhou os profissionais a "interrogar com cuidado as crianças depressivas acerca do respectivo tipo de problema de sono que têm tido e pensar sobre tratamentos diferentes" para cada indivíduo.

Os peritos recomendam que as crianças em idade escolar durmam entre 10 a 11 horas por noite, enquanto as crianças em idade pré-escolar devem dormir entre 11 a 13 horas por noite.

Um outro estudo publicado na mesma revista indica que os distúrbios de sono e pesadelos são comuns entre quem tenta o suicídio. Esta investigação da Universidade de Sahlgrenska na Suécia descobriu que 89% dos 165 pacientes analisados com tentativas de suícidio tinham problemas de sono. A maioria queixava-se da dificuldade em iniciar o sono (73%), seguido da dificuldade em manter o sono com 69%, 66% em ter pesadelos, e 58% em acordar antes do tempo devido.

Fonte: Jornal de notícias
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