Gostava de partilhar convosco algo que me aconteceu este fim de semana.
Sábado e Domingo de manhã fomos todos até à praia, que o tempo estava óptimo, o que aqui é uma raridade apanhar um fim de semana de praia tão bom e fora do Verão!
Para meu grande espanto e admiração, visto que contava já com a atitude contrária, as pessoas passavam, olhavam com ternura e quem tinha crianças pequenas deixava-as chegar junto da Joana e da Maria, e incentivava a que brincassem com elas, tecendo os maiores elogios à Joana, que era linda, fofinha, mesmo como a menina da novela e de seguida iniciavam conversa comigo, a partir da abordagem da novela.
Ontem tinha 2 mães e 4 crianças a brincar com elas, e a partir da novela iam fazendo perguntas e eu esclareci-as dentro da minha experiência própria, e já no fim da conversa quase e da brincadeira entre as crianças, comentavam realmente que o mito e o preconceito falam mais alto, “(...) mas ela é uma criança como as outras, brinca e é divertida da mesma forma. Teve foi muita sorte com os pais. Parabéns. Ela é um doce (...)”. E Uma delas disse que não via a novela, mas que a partir de hoje não iria perder, porque queria conhecer melhor. Chequei ao ponto de ficar a tomar conta da Joana e de uma das crianças que tinha +/- 18 meses, e elas, as restantes crianças foram jogar à bola e convidaram a Maria.
Uma delas comentou que tinha um familiar com um filho que dava a entender que tinha problemas, mas que os pais não aceitavam, fez perguntas sobre as "D" e o Dr. P, incentivei-a a que tentasse aceder a informação, de forma a abordar o assunto com os pais. Expliquei que tanto o Dr. como a filha já deram o seu testemunho na novela, a srª que via a novela lembrou-se logo de ter visto a "T", ficou admirada por ser filha do Dr. P e elogiou o facto de ele ser então um bom profissional na area da Trissomia 21, porquanto convivia de perto com o assunto, que lhe dava outra formação. Ambas ficaram com a referencia e localização das Diferenças. E acábamos a conversa com aquela frase já tão batida mas tão real:
- Porque afinal de contas somos todos Diferentes e todos Iguais!
Eu que contava ouvir algo como “(...) não vás para aí, não brinques com essa menina, (...)” ou algo pior, tive o feedback oposto. Inclusivamente, uma conhecida minha que quando a Joana nasceu nem se chegou e até nem me falava, veio ter comigo, e eternecida teceu muitos elogios à Joana e acabámos por partilhar da mesma ideia, se tivessemos outro suporte financeiro ambas teríamos mais filhos.
Sabem senti-me feliz por ter contribuido, que numa simples ida à Praia, num fim de semana familiar, tenha podido, com o “apoio” de rectaguarda da novela “Páginas da Vida” , esclarecer, eliminando assim mais umas quantas barreiras do Preconceito e que tenha feito com que ao vivo e a cores as pessoas vissem que a Joana, era tão normal quanto as restantes crianças e bébes que brincavam na praia na companhia de pais, irmãos, avós, amigos. Acho que a Joana defendeu e muito bem o papel, o lugar de todas as Joanas deste mundo e mostrou que têm os mesmos direitos, deveres e obrigações que os restantes cidadãos do mundo, porque também o são.
Foi uma experiência muito gratificante para mim. Senti que fiz a diferença nas mentalidades, porque as pessoas veem a novela e comentam, mas na maior parte das vezes não tem contacto directo com a realidade e naquelas 2 idas à praia, juntaram-se as 2 situações.
Claro que estarei alerta para algum tipo de tentativa de aproximação que alguém possa fazer, como se de uma atracção de circo, ou um “ET” se tratasse, ou mesmo por preconceito. Mas desta vez correu bem e já não vou para a praia armada de todo o armazenamento bélico para contrapor atitudes preconceituosas. Manter-me-ei alerta e vigilante, mas já mais confiante que a Joana será efectivamente respeitada como criança, individuo e cidadã que é do mundo.
É só um momento de partilha.
Farei tudo ao meu alcance para combater o Preconceito, o Mito, a Ignorância em relação à Deficiência.
Sábado e Domingo de manhã fomos todos até à praia, que o tempo estava óptimo, o que aqui é uma raridade apanhar um fim de semana de praia tão bom e fora do Verão!
Para meu grande espanto e admiração, visto que contava já com a atitude contrária, as pessoas passavam, olhavam com ternura e quem tinha crianças pequenas deixava-as chegar junto da Joana e da Maria, e incentivava a que brincassem com elas, tecendo os maiores elogios à Joana, que era linda, fofinha, mesmo como a menina da novela e de seguida iniciavam conversa comigo, a partir da abordagem da novela.
Ontem tinha 2 mães e 4 crianças a brincar com elas, e a partir da novela iam fazendo perguntas e eu esclareci-as dentro da minha experiência própria, e já no fim da conversa quase e da brincadeira entre as crianças, comentavam realmente que o mito e o preconceito falam mais alto, “(...) mas ela é uma criança como as outras, brinca e é divertida da mesma forma. Teve foi muita sorte com os pais. Parabéns. Ela é um doce (...)”. E Uma delas disse que não via a novela, mas que a partir de hoje não iria perder, porque queria conhecer melhor. Chequei ao ponto de ficar a tomar conta da Joana e de uma das crianças que tinha +/- 18 meses, e elas, as restantes crianças foram jogar à bola e convidaram a Maria.
Uma delas comentou que tinha um familiar com um filho que dava a entender que tinha problemas, mas que os pais não aceitavam, fez perguntas sobre as "D" e o Dr. P, incentivei-a a que tentasse aceder a informação, de forma a abordar o assunto com os pais. Expliquei que tanto o Dr. como a filha já deram o seu testemunho na novela, a srª que via a novela lembrou-se logo de ter visto a "T", ficou admirada por ser filha do Dr. P e elogiou o facto de ele ser então um bom profissional na area da Trissomia 21, porquanto convivia de perto com o assunto, que lhe dava outra formação. Ambas ficaram com a referencia e localização das Diferenças. E acábamos a conversa com aquela frase já tão batida mas tão real:
- Porque afinal de contas somos todos Diferentes e todos Iguais!
Eu que contava ouvir algo como “(...) não vás para aí, não brinques com essa menina, (...)” ou algo pior, tive o feedback oposto. Inclusivamente, uma conhecida minha que quando a Joana nasceu nem se chegou e até nem me falava, veio ter comigo, e eternecida teceu muitos elogios à Joana e acabámos por partilhar da mesma ideia, se tivessemos outro suporte financeiro ambas teríamos mais filhos.
Sabem senti-me feliz por ter contribuido, que numa simples ida à Praia, num fim de semana familiar, tenha podido, com o “apoio” de rectaguarda da novela “Páginas da Vida” , esclarecer, eliminando assim mais umas quantas barreiras do Preconceito e que tenha feito com que ao vivo e a cores as pessoas vissem que a Joana, era tão normal quanto as restantes crianças e bébes que brincavam na praia na companhia de pais, irmãos, avós, amigos. Acho que a Joana defendeu e muito bem o papel, o lugar de todas as Joanas deste mundo e mostrou que têm os mesmos direitos, deveres e obrigações que os restantes cidadãos do mundo, porque também o são.
Foi uma experiência muito gratificante para mim. Senti que fiz a diferença nas mentalidades, porque as pessoas veem a novela e comentam, mas na maior parte das vezes não tem contacto directo com a realidade e naquelas 2 idas à praia, juntaram-se as 2 situações.
Claro que estarei alerta para algum tipo de tentativa de aproximação que alguém possa fazer, como se de uma atracção de circo, ou um “ET” se tratasse, ou mesmo por preconceito. Mas desta vez correu bem e já não vou para a praia armada de todo o armazenamento bélico para contrapor atitudes preconceituosas. Manter-me-ei alerta e vigilante, mas já mais confiante que a Joana será efectivamente respeitada como criança, individuo e cidadã que é do mundo.
É só um momento de partilha.
Farei tudo ao meu alcance para combater o Preconceito, o Mito, a Ignorância em relação à Deficiência.
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