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Jun

O excesso de sal na dieta é um factor de risco do cancro do estômago, uma das principais causas de morte em Portugal. Mas este é apenas um exemplo de uma consequência da predilecção por salgadas tentações.

Quando se pensa em sal, automaticamente surge a ideia de salgar os alimentos no acto de os cozinhar ou já na mesa, acabados de confeccionar e prontos a servir aos comensais.

É, no entanto, de considerar a quantidade a acrescentar aos cozinhados. Isto porque os alimentos têm já uma determinada quantidade de sódio. É igualmente importante ter atenção a produtos alimentares, como bolachas ou queijos, que à partida não parecem ter teores elevados de sal.

O cuidado com este ingrediente seria dispensável se não fosse um dos factores de risco de doenças cardiovasculares ou cancro gástrico. Acontece, porém, que é muitas vezes indispensável: afinal, dá sabor à comida.

Com o intuito de alertar os consumidores para implicações negativas do sal na saúde, a Agência Portuguesa de Segurança Alimentar (APSA) promoveu mais um encontro Comunicar Ciência.

Realizado no âmbito do Dia Mundial da Alimentação, objectivou consciencializar os presentes para as consequências do consumo excessivo de sal na alimentação.

Para isso, neste quarto encontro, a APSA convidou a Prof.ª Carla Lopes, investigadora do Serviço de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, para abordar a importância das interacções alimentares do sal e da doença.

O Prof. Manuel Sobrinho Simões, responsável pelo Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, foi convidado a comparecer para explicar o papel do sal e da infecção por Helicobacter pylori na interacção genético-ambiental.

Após a intervenção destes dois especialistas, o Dr. Fernando Serrasqueiro, secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, encerrou o evento.

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