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Abr

Mais de 150 doentes com Parkinson em Portugal já viram os seus mais severos sintomas reduzidos, como tremor, rigidez e lentidão de movimentos, utilizando um sistema de estimulação cerebral profunda que lhes permite recuperar a qualidade de vida.

Esta terapia constitui uma tecnologia inovadora que melhora a função motora e reduz a incapacidade em doentes que sofrem dos efeitos debilitantes da doença de Parkinson.

De acordo com o Prof. Rui Vaz, neurocirurgião e Director do Serviço de Neurocirurgia do Hospital de São João, “esta terapia administra, de forma segura e eficaz, estimulação eléctrica às estruturas do cérebro que controlam a função motora. A estimulação eléctrica, alimentada por um neuroestimulador, é normalmente administrada ao núcleo subtalâminco.”

O especialista refere ainda que “os fortes candidatos à utilização desta tecnologia inovadora são os doentes que se encontram numa fase avançada da doença. A cirurgia para o tratamento da doença de Parkinson permite que estes doentes possam retomar muitas das actividades diárias e melhorar a qualidade de vida, ao reduzir a intensidade dos sintomas em cerca de 70%.”

A doença de Parkinson é uma perturbação degenerativa progressiva do sistema nervoso, sem causa conhecida, caracterizada pelo tremor em repouso, a lentidão na iniciação de movimentos e rigidez muscular.

Estima-se que esta doença afecte cerca de 20 mil portugueses. A sua incidência aumenta com a idade constituindo esta, só por si, um factor de risco. É previsível, portanto, que o número de doentes venha a aumentar à medida que aumenta a esperança de vida.


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