O telemóvel com tecnologia 3G, que permite a videoconferência entre os utilizadores, é a mais nova ferramenta para facilitar a comunicação dos portadores de deficiências auditivas.
Antes disso, no entanto, já havia outros produtos voltados para este público.
O mais popular é o TDD, sigla em inglês para "equipamento de telecomunicação para surdos" (permite a transformação das frases ditas pelo interlocutor em mensagens escritas).
Equipado com um teclado e um ecrã, também é possível digitar uma mensagem para outro utilizador de TDD, ou ainda digitar a mensagem e transformá-la em voz para que seja ouvida pela pessoa do outro lado da linha.
Outra opção é o programa gratuito Rybená. Instalado em telemóveis. Este permite que sejam enviadas mensagens na Linguagem Brasileira de Sinais. Assim, em vez de texto, o portador de deficiência auditiva verá as mensagens em animações da língua de sinais.
No entanto os equipamentos 3G vêm agora permitir que surdos conversem pelo telemóvel.
No Brasil, só há poucos meses o funcionário público Alexandre Lopes Pinto, 42 anos, começou a utilizar o telemóvel para conversar com seus amigos e familiares. Mas quem acha que ele estava “parado no tempo” está errado.
Alexandre, que mora no Rio, é portador de deficiência auditiva. Ele consegue falar pelo telemóvel através do sistema de vídeoconfência, que o permite conversar em tempo real pelo aparelho.
“Só com o vídeo é que eu pude conversar em tempo real com outra pessoa pelo celular, porque eu utilizo a linguagem dos sinais. A pessoa tem que me ver para entender a mensagem”, explicou Alexandre.
O novo serviço é oferecido pelos telemóveis que possuem a tecnologia 3G. Alex conta que, antes, os deficientes auditivos se comunicavam pelo telemóvel através das mensagens instantâneas, mas tinha um grande problema.
“Para a maior parte dos deficientes auditivos, o Português é a segunda língua. A primeira é a Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). Então, para muitos, existia a dificuldade de escrever corretamente frases longas, o que trazia transtornos e constrangimentos”, contou.
Também para a segunda classificada no concurso Miss Brasil 2008, a Miss Ceará Vanessa Vidal é deficiente auditiva desde que nasceu. Para ela, o 3G é um grande salto, porque possibilita uma comunicação natural, sem intervenção de terceiros, por meio de videoconferência, facilitando a vida dos surdos em geral.
”É importante que esse sistema seja divulgado para todos os surdos e que todos possam usufruir dessa tecnologia, independentemente da sua classe social. Nós, os surdos, agradecemos esse grande avanço, pois ele facilitará o diálogo entre pessoas surdas e mesmo com aquelas que não tenham problemas auditivos”, explica a Miss Ceará, salientando que não utiliza o serviço sistematicamente porque ainda não é disponível no seu estado.
Para o actor Nelson Pimenta, 44 anos, que também é portador de deficiência auditiva, a nova tecnologia mudou bastante a sua vida. "Agora posso comunicar directamente com os meus amigos e familiares", garantiu. No entanto, ele considera caro o valor das ligações. “Já gastei mais de R$ 250 em videochamadas, e não foram muitas”, afirmou.
No Brasil, para muitos, o valor dos planos telefónicos que incluem este tipo de serviço também pode ser considerado um pouco oneroso. Por exemplo, um pacote de ligações de R$ 84,90 dá direito a apenas dez minutos de videochamada.
Antes disso, no entanto, já havia outros produtos voltados para este público.
O mais popular é o TDD, sigla em inglês para "equipamento de telecomunicação para surdos" (permite a transformação das frases ditas pelo interlocutor em mensagens escritas).
Equipado com um teclado e um ecrã, também é possível digitar uma mensagem para outro utilizador de TDD, ou ainda digitar a mensagem e transformá-la em voz para que seja ouvida pela pessoa do outro lado da linha.
Outra opção é o programa gratuito Rybená. Instalado em telemóveis. Este permite que sejam enviadas mensagens na Linguagem Brasileira de Sinais. Assim, em vez de texto, o portador de deficiência auditiva verá as mensagens em animações da língua de sinais.
No entanto os equipamentos 3G vêm agora permitir que surdos conversem pelo telemóvel.
No Brasil, só há poucos meses o funcionário público Alexandre Lopes Pinto, 42 anos, começou a utilizar o telemóvel para conversar com seus amigos e familiares. Mas quem acha que ele estava “parado no tempo” está errado.
Alexandre, que mora no Rio, é portador de deficiência auditiva. Ele consegue falar pelo telemóvel através do sistema de vídeoconfência, que o permite conversar em tempo real pelo aparelho.
“Só com o vídeo é que eu pude conversar em tempo real com outra pessoa pelo celular, porque eu utilizo a linguagem dos sinais. A pessoa tem que me ver para entender a mensagem”, explicou Alexandre.
O novo serviço é oferecido pelos telemóveis que possuem a tecnologia 3G. Alex conta que, antes, os deficientes auditivos se comunicavam pelo telemóvel através das mensagens instantâneas, mas tinha um grande problema.
“Para a maior parte dos deficientes auditivos, o Português é a segunda língua. A primeira é a Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). Então, para muitos, existia a dificuldade de escrever corretamente frases longas, o que trazia transtornos e constrangimentos”, contou.
Também para a segunda classificada no concurso Miss Brasil 2008, a Miss Ceará Vanessa Vidal é deficiente auditiva desde que nasceu. Para ela, o 3G é um grande salto, porque possibilita uma comunicação natural, sem intervenção de terceiros, por meio de videoconferência, facilitando a vida dos surdos em geral.
”É importante que esse sistema seja divulgado para todos os surdos e que todos possam usufruir dessa tecnologia, independentemente da sua classe social. Nós, os surdos, agradecemos esse grande avanço, pois ele facilitará o diálogo entre pessoas surdas e mesmo com aquelas que não tenham problemas auditivos”, explica a Miss Ceará, salientando que não utiliza o serviço sistematicamente porque ainda não é disponível no seu estado.
Para o actor Nelson Pimenta, 44 anos, que também é portador de deficiência auditiva, a nova tecnologia mudou bastante a sua vida. "Agora posso comunicar directamente com os meus amigos e familiares", garantiu. No entanto, ele considera caro o valor das ligações. “Já gastei mais de R$ 250 em videochamadas, e não foram muitas”, afirmou.
No Brasil, para muitos, o valor dos planos telefónicos que incluem este tipo de serviço também pode ser considerado um pouco oneroso. Por exemplo, um pacote de ligações de R$ 84,90 dá direito a apenas dez minutos de videochamada.
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