A primeira residência autónoma de Portugal destinada a deficientes com paralisia cerebral abre em 2010 na cidade de Faro, um investimento total de 582 mil euros e cujo contrato de cooperação financeiro foi hoje celebrado entre três instituições.
A primeira residência autónoma vai ser um apartamento tipo T3, com a particularidade de estar adaptado para que pessoas com paralisia cerebral possam viver de forma independente, ou seja fazerem a sua comida, tomarem banho e saírem de casa sem precisarem de ajuda, explicou à Lusa o presidente do núcleo de Faro da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC).
Quartos duplos e individuais, sala de convívio e cozinha e casa de banho vão estar totalmente equipados e adaptados às diferenças das pessoas, com o objectivo de facilitar a vida de pessoas portadoras de paralisia cerebral.
Envolvidos no projecto da APPC do Algarve e a apoiá-lo financeiramente está a Câmara Municipal de Faro, que vai assegurar cerca de 200 mil euros, o Instituto de Segurança de Social, que apoia com 300 mil euros e a própria associação com 78 mil euros.
"Foi o único projecto do programa PARES II a sul do Tejo que teve apoio financeiro", observou, orgulhoso, Carlos Rodrigues, constatando que normalmente os PARES - Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais - é destinado ao apoio de creches e jardins-de-infância e não equipamentos para deficientes.
Além da residência autónoma, que acolherá cinco utentes, o projecto da APPC visa também a construção de um lar residencial com capacidade para instalar 20 pessoas.
A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação deslocou-se ao Algarve para participar na cerimónia da assinatura do contrato de cooperação financeira para a construção de um lar residencial e de uma residência autónoma e revelou grande satisfação com o projecto para ajudar os deficientes.
"É um dia especial, porque estamos a dar mais um passo importante na qualidade a quem frequente a APPC [núcleo de Faro] e para o alargamento das respostas aos deficientes", declarou esta manhã Idália Moniz, secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação.
Segundo Idália Moniz, o projecto apresentado hoje no Algarve, e que será edificado na freguesia de Montenegro, num terreno cedido pela Câmara de Faro, com um projecto de arquitectura também dado pela autarquia, é mais um passo para as necessidades dos deficientes portuguesas.
Com o programa PARES vai conseguir-se ganhar mais "dois mil novos lugares para a deficiência", contudo, mencionou Idália Moniz, estes novos lugares ainda não são os suficientes para Portugal.
"Precisamos de muitos mais [lugares] e é preciso garantir o futuro, queremos que isto não fique à mercê dos PIDDAC - Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central", referiu aquele elemento do Governo.
A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação participou também na assinatura de protocolos de cooperação com a Associação de Saúde Mental do Algarve), Agência Nacional para a Qualificação, Instituto de emprego e Formação Profissional, entre outras entidades.
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