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Abr
A criança que recebe amor na infância será um adulto equilibrado, sem traumas e que transmitirá sentimentos altamente elevados para com os seres humanos e toda a natureza
Na vida intra-uterina o bebé passa por experiências de contacto íntimo e completo com a mãe, mantendo um contacto físico por 9 meses seguidos e assim criando um vínculo afectivo. Ele se sente amparado, amado, seguro. Os movimentos do corpo da mãe, bem como as contracções uterinas ainda na gestação são as primeiras massagens que se intensificam no trabalho de parto.


Ao nascer, o bebé já tem sensibilidade ao toque, respondendo aos estímulos, de forma muito natural e instintiva. Através da comunicação entre a mão da mãe e a pele do filho surge um novo relacionamento, cheio de amor e alegria. O bebé sentirá, através do seu toque, o conforto e a segurança do útero.
Os momentos que os pais passam com os filhos são preciosos para ambos. Mas, além de brincar, rir e conversar com o seu filho, os pais poderão enriquecer este convívio dedicando um tempinho (cerca de meia hora) todos os dias para aplicar uma massagem no seu bebé, a” SHANTALA.”



O médico francês Frédérick Leboyer, criador do conceito do parto sem violência, conhecido como Parto Leboyer, foi também quem trouxe para o Ocidente, nos anos 1970, uma massagem milenar indiana feita em bebés. Chamou-a de Shantala, nome da jovem mãe que encontrou a massa gear o filho, deitado sobre suas pernas, na viagem que fez a Calcutá em 1976.Paralítica e acolhida por uma instituição de caridade localizada em uma área muito pobre da cidade Indiana, Shantala encantou Leboyer pela forma afectuosa, concentrada, ritualistas, com que se dedicava à massagem do bebé. Ele assim descreveu a cena, no livro “Shantala, massagem para bebés: uma arte tradicional”: “Glória da luz e milagres de amor (...) de repente, em plena sordidez, foi-me dado contemplar um espectáculo da mais pura beleza!”Na Índia, esse é um conhecimento tradicional, passado de mães para filhas, e tão corriqueiro quanto amamentar. É como uma ioga para bebés. Entre os benefícios da prática para a criança, que pesquisas científicas hoje comprovam, estão o fortalecimento do vínculo com a mãe, a prevenção de doenças, o equilíbrio emocional.



Leboyer passou dias fotografando e gravando imagens de Shantala, além de registar minuciosamente seus movimentos. O resultado desse trabalho está no livro mencionado, que apresentou a técnica ao mundo e foi publicado em vários países. As imagens estão reunidas no curta-metragem “Loving hands”, dirigido por Leboyer, e cuja cópia, cedida pelo próprio ao Dr. Claudio Basbaum, disponibilizamos neste site em versão reduzida de 6 minutos (a versão original tem cerca de 20 minutos).

Shantala: massagem oriental para bebês

Originária da Índia, onde é tradicionalmente passada de mãe para filha, a Shantala tem suas raízes no Yoga e medicina Ayurvédica. Sua finalidade principal é desenvolver a interacção mãe-filho, e assim pode e deve ser aplicada por qualquer mãe em seu bebé, pois o seu toque suave e carinhoso é capaz de romper cadeias de tensões, bloqueios, nódulos, prevenindo neuroses e problemas futuros. Alivia cólicas e insónias, equilibrando o bebé física, emocional e energicamente. Sua técnica é simples, mas profunda como a própria intuição.


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