A necessidade de criar e organizar actividades para a população sénior é causa actualmente partilhada pela grande maioria daqueles que se dedicam de forma directa ou indirecta a este público alvo. Porém, já não é igualmente prática desta maioria direcionar essas mesmas actividades para uma concretização efectiva com vista ao alcance de determinados objectivos.
Numa realidade em que o aumento da esperança média de vida se faz notar a cada dia que passa, ouvimos falar cada vez mais nas actividades de animação para a população que abrange toda a faixa etária a que denominamos de Terceira Idade. Porém, o que também temos verificado é que esta dita animação parece existir para... simplesmente... existir.
Afinal não deverá ter esta animação objectivos concretos? Não estamos a falar de uma fase da vida em que as capacidades se vão debilitando de forma absolutamente visível? Ora, se assim é... seria bom começarmos a objectivar estas actividades a que todos chamamos de “animação para idosos”.
Neste contexto, sendo a própria implementação de actividades planeadas um objectivo por si só, será importante centrarmos todo o planeamento das mesmas de acordo com as necessidades do nosso público alvo. Nesse caso, englobamos a importância de estímulos permanentes nos campos físico, mental, emocional e espiritual. E, neste contexto, autónomos, semiautónomos e grandes dependentes, todos, podem usufruir de momentos activos em contexto de estimulação cognitiva, emocional, expressiva, física, social ou lúdica, individual ou em grupo, com ou sem material!
Convém também não esquecer que não só de necessidades e objectivos é elaborado um plano de sessão, mas também nele deverão ser levadas em conta variáveis como os desejos, os gostos, os hábitos, as crenças e os valores dos participantes que vão marcar a sua presença nas actividades desenvolvidas.
Naturalmente, conhecer as teorias, as técnicas, os instrumentos e as metodologias são factores importantes para um planeamento pedagógico que se quer dirigido para objectivos específicos que se prendem com as competências a recuperar e/ou a manter na população sénior.
Se nas demências perdemos o sentido do corpo, então vamos promover actividades que trabalham o esquema corporal, se a dor está presente, então vamos desenvolver actividades que através do estímulo mental permitem relaxar e aliviar essa dor, se a capacidade auditiva sofre alterações, então vamos fomentar actividades que permitam o exercício da discriminação entre sons diferentes, se a memória tende a apresentar declínios então vamos exercitá-la, se a forma física está a “enferrujar”, vamos incitar ao movimento, se o comportamento tende ao isolamento, vamos explorar dinâmicas pela partilha de interesses.
A autonomia na funcionalidade e a consequente manutenção na qualidade de vida dos participantes são os maiores ganhos a retirar de uma prática orientada pelos princípios expostos, ao qual o sentimento de felicidade acrescida pela satisfação de participar e ser capaz de fazer não será menos importante!
Animar sim, mas então que toda essa animação tenha por base um planeamento que levou em conta as transformações biológicas, cognitivas e sociais mais relevantes para que as sessões sejam também em si mesmas uma intervenção que se realiza no sentido de prevenir envelhecimentos precoces.
Conhecimento, organização, compreensão, disponibilidade, afectividade, criatividade e responsabilidade são quanto a nós características indispensáveis a quem se candidata a assumir o papel de mediador, facilitador ou se preferirem… animador… de um grupo que reúne todos aqueles que já conseguiram ultrapassar o seu sexagésimo quinto aniversário.
Conteúdo gentilmente cedido por:
Dra. Raquel Baldino – Psicopedagoga.
Numa realidade em que o aumento da esperança média de vida se faz notar a cada dia que passa, ouvimos falar cada vez mais nas actividades de animação para a população que abrange toda a faixa etária a que denominamos de Terceira Idade. Porém, o que também temos verificado é que esta dita animação parece existir para... simplesmente... existir.
Afinal não deverá ter esta animação objectivos concretos? Não estamos a falar de uma fase da vida em que as capacidades se vão debilitando de forma absolutamente visível? Ora, se assim é... seria bom começarmos a objectivar estas actividades a que todos chamamos de “animação para idosos”.
Neste contexto, sendo a própria implementação de actividades planeadas um objectivo por si só, será importante centrarmos todo o planeamento das mesmas de acordo com as necessidades do nosso público alvo. Nesse caso, englobamos a importância de estímulos permanentes nos campos físico, mental, emocional e espiritual. E, neste contexto, autónomos, semiautónomos e grandes dependentes, todos, podem usufruir de momentos activos em contexto de estimulação cognitiva, emocional, expressiva, física, social ou lúdica, individual ou em grupo, com ou sem material!
Convém também não esquecer que não só de necessidades e objectivos é elaborado um plano de sessão, mas também nele deverão ser levadas em conta variáveis como os desejos, os gostos, os hábitos, as crenças e os valores dos participantes que vão marcar a sua presença nas actividades desenvolvidas.
Naturalmente, conhecer as teorias, as técnicas, os instrumentos e as metodologias são factores importantes para um planeamento pedagógico que se quer dirigido para objectivos específicos que se prendem com as competências a recuperar e/ou a manter na população sénior.
Se nas demências perdemos o sentido do corpo, então vamos promover actividades que trabalham o esquema corporal, se a dor está presente, então vamos desenvolver actividades que através do estímulo mental permitem relaxar e aliviar essa dor, se a capacidade auditiva sofre alterações, então vamos fomentar actividades que permitam o exercício da discriminação entre sons diferentes, se a memória tende a apresentar declínios então vamos exercitá-la, se a forma física está a “enferrujar”, vamos incitar ao movimento, se o comportamento tende ao isolamento, vamos explorar dinâmicas pela partilha de interesses.
A autonomia na funcionalidade e a consequente manutenção na qualidade de vida dos participantes são os maiores ganhos a retirar de uma prática orientada pelos princípios expostos, ao qual o sentimento de felicidade acrescida pela satisfação de participar e ser capaz de fazer não será menos importante!
Animar sim, mas então que toda essa animação tenha por base um planeamento que levou em conta as transformações biológicas, cognitivas e sociais mais relevantes para que as sessões sejam também em si mesmas uma intervenção que se realiza no sentido de prevenir envelhecimentos precoces.
Conhecimento, organização, compreensão, disponibilidade, afectividade, criatividade e responsabilidade são quanto a nós características indispensáveis a quem se candidata a assumir o papel de mediador, facilitador ou se preferirem… animador… de um grupo que reúne todos aqueles que já conseguiram ultrapassar o seu sexagésimo quinto aniversário.
Conteúdo gentilmente cedido por:
Dra. Raquel Baldino – Psicopedagoga.
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