8
Jan
Apesar de algumas organizações como a Organização Mundial de Saúde, a Sociedade Americana do Cancro e os Institutos Nacionais de Saúde afirmarem não existirem evidências científicas que comprovem os efeitos negativos para a saúde pelo uso de telemóveis, alguns estudos recentes indicam que a utilização de telemóveis é responsável pelo surgimento de 40% de todos os tumores cerebrais.

No entanto, recentemente foi realizado um estudo num centro de investigação da Universidade da Flórida dedicado à doença de Alzheimer que indica que as radiações emitidas pelos telemóveis e as antenas podem ajudar na protecção e até na reversão da doença de Alzheimer.

Por outro lado, segundo os resultados de um estudo, publicados no Journal of Alzheimer’s Disease, a exposição a este tipo de radiações pode aumentar a capacidade da memória, protegendo o cérebro da doença e até revertendo os seus efeitos.

No estudo, ratos foram sujeitos à exposição de um campo electromagnético gerado por um telemóvel normal, durante dois períodos de uma hora por dia (durante sete a nove meses). Verificou-se a eliminação dos depósitos no cérebro da proteína beta-amyloid (placas cerebrais, marca da doença de Alzheimer), para além de prevenirem o seu aparecimento nos indíviduos mais jovens.

A aplicação da experiência em ratos mais jovens, ainda sem sinais de perda de memória, protegeu as suas capacidades cognitivas, enquanto que os ratos mais velhos, já com problemas, recuperaram a sua capacidade de memorização. Com alguns meses de exposição às radiações a memória dos ratos sem problemas melhorou acima dos níveis normais.

No entanto, verificou-se que os benefícios na memória dos ratos demorou alguns meses a revelar-se, o que poderá indiciar que os mesmos benefícios no cérebro humano podem levar vários anos a constatarem-se. Estão a ser realizados testes com diferentes frequências electromagnéticas e intensidades para se chegar a efeitos mais rápidos e significativos.
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