21
Abr
As mulheres com cancro têm a partir de hoje um espaço, em Coimbra, onde podem aprender a melhorar a sua aparência, quando afectadas pelos tratamentos da doença, recorrendo a próteses ou maquilhagem.

O serviço foi criado pela Liga Portuguesa contra o Cancro, através do Movimento Vencer e Viver, e será o primeiro do género no país, funcionando das 10:00 às 17:00, com interrupção para almoço, nos dias úteis.

O objectivo é apoiar as mulheres vítimas de cancro na adaptação à sua nova imagem pessoal, para que «recuperem a sua autoestima», geralmente afectada pela queda do cabelo, mastectomia ou outros efeitos da doença, e «melhorar a qualidade de vida».

«Não existia um serviço destes no país, um espaço que personalize, mime, oiça a mulher com cancro, com voluntárias que já passaram pelo mesmo», disse aos jornalistas a coordenadora do Movimento, Salete Bastos, que há dez anos enfrentou um cancro da mama.

No novo espaço, a funcionar na Rua Pedro Monteiro, com quatro voluntárias, a mulher com cancro pode aprender a maquilhar-se ou experimentar a cabeleira que melhor se adapta ao seu estilo, sendo o serviço gratuito.

Pode também ter acesso a produtos que contribuem para melhorar a sua imagem, como próteses mamárias, roupa interior ou fatos de banho, vendidos a «preço de custo».

No mesmo espaço funciona, desde há dois anos, uma consulta gratuita de psico-oncologia para vítimas de cancro, familiares e amigos.

«Quando a mulher passa por um processo destes, com violentos tratamentos, queda do cabelo, das sobrancelhas, das pestanas, surgem uma série de problemas na relação com a família, com o corpo, com os filhos, e a melhoria da imagem pode ajudar a ultrapassar estes patamares», afirmou Salete Bastos.

O alargamento do novo serviço a outros pontos do país é objectivo do Movimento Vencer e Viver, que nos últimos dois anos apoiou, directa ou indirectamente, «mais de dez mil mulheres» na região Centro, com 82 voluntárias, nos serviços de ginecologia e oncologia de unidades hospitalares, ou através de uma linha telefónica de apoio.


Diário Digital / Lusa
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