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Botox ajuda no tratamento da distonia
 
A distonia é uma doença do sistema nervoso caracterizada por contracções ou espasmos musculares involuntários, que produzem movimentos e posturas anormais.

Os movimentos provocados pela distonia diferem dos tiques nervosos, pois no caso da distonia a pessoa não tem o controlo sobre os seus gestos, realizando movimentos bruscos que afectam, em muito, a sua qualidade de vida e autoestima.

A doença pode ser classificada como leve, moderada ou grave, e em muitos casos pode até impedir o indivíduo de realizar as suas actividades básicas diárias, como tomar banho, lavar os dentes ou comer.

A distonia pode ser diagnosticada clinicamente por um médico neurologista, através de uma electromiografia. E apesar da sua causa ainda não ter sido definida e de não ser conhecida nenhuma forma de cura, a doença pode ser controlada através de tratamentos especializados, no sentido de se conseguir o alivio dos sintomas e a consequente melhoria da qualidade de vida do paciente.

Um dos métodos mais eficazes de tratamento é o uso da toxina botulínica tipo A (Botox), injectada directamente nos músculos, inibindo a libertação de um neurotransmissor específico (acetilcolina), responsável por enviar a mensagem do nervo ao músculo. O medicamento começa a fazer efeito entre as 24 e 72 horas, mas como o controlo é temporário, a aplicação deve ser repetida a cada três ou seis meses, dependendo das necessidades de cada paciente.

A toxina botulínica é uma proteína biológica produzida pela bactéria Clostridium Botulinum, a mesma que causa o botulismo, mas que tem sido utilizada tanto em medicina estética quanto na reabilitação de pacientes portadores de distonia e espasticidade, adultos e crianças, geralmente, vítimas de paralisia cerebral, de traumas raquimedulares, ou que apresentam sequelas resultantes de acidente vascular cerebral (AVC). A principal acção da toxina botulínica é promover o relaxamento do músculo, reduzindo os movimentos involuntários do portador de distonia.
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