21
Mai
Um novo método de detecção precoce do cancro nos ovários em mulheres na menopausa, que têm um risco médio de desenvolver a doença, mostrou-se promissor, segundo um estudo clínico divulgado esta quinta-feira, avança o site noticioso da Globo, o G1.

A estratégia é baseada num modelo matemático chamado ROCA (Risk of Ovarian Cancer Algorithm), que integra a evolução dos resultados das análises de sangue da CA-125 (proteína cuja taxa aumenta com a presença de cancro nos ovários), a idade da paciente, a ecografia transvaginal e o exame do especialista.

"Mais de 70% dos casos de cancro nos ovários são diagnosticados em estado avançado, por isso um método de detecção eficaz no início da doença seria uma espécie de Graal", explicou a doutora Karen Lu, professora do centro de cancro Anderson, da Universidade do Texas.

"Se os resultados forem confirmados em estudos mais amplos, este novo método de detecção pode converter-se numa ferramenta relativamente barata e útil para detectar o cancro nos ovários nas primeiras fases de desenvolvimento, quando a cura ainda é possível, mesmo nos mais agressivos".


99,7% dos tumores detectados em fase inicial

O estudo envolveu 3238 mulheres na menopausa, com idades entre os 50 e os 75 anos, sem antecedentes familiares particulares de cancro nos ovários ou da mama. O grupo foi analisado durante oito anos.

Com base no teste ROCA, 99,7% dos tumores foram detectados nas primeiras fases, o que também permitiu identificar uma taxa muito baixa de falsos alertas.

Um estudo, com 200 mil mulheres para avaliar o ROCA, está actualmente em curso na Grã-Bretanha e deve ser concluído em 2015~.
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