29
Jan

Os diabéticos vão poder dispor da primeira alternativa às injecções de insulina que têm de tomar regularmente desde a descoberta, em 1920, da hormona que controla os níveis de açúcar no sangue.

Isso porque tanto a Comissão Europeia, na quinta-feira, como um dia depois a agência reguladora dos alimentos e medicamentos (FDA) nos EUA, aprovaram a primeira versão inalável de insulina, chamada Exubera, produzida pelo laboratório Pfizer.

Todavia, segundo a FDA, o uso desta insulina inalável de efeito rápido não substitui a necessidade dos diabéticos se injectarem com a hormona de vez em quando. Os diabéticos terão também de continuar a picar os dedos para testar as taxas de açúcar no sangue.

O Exubera será uma opção para adultos com os tipos 1 e 2 da diabetes relutantes em usar seringas, canetas e bombas actualmente necessárias para injectar insulina, segundo a Pfizer.

Em testes clínicos, este medicamento conseguiu níveis de açúcar no sangue semelhantes aos obtidos com a insulina injectada.

O Exubera e o respectivo dispositivo foram desenvolvidos conjuntamente pelas empresas Pfizer, Sanofi-Aventis e Nektar Therapeutics, prevendo-se que alcance vendas da ordem dos 820 milhões de euros por ano (1.000 milhões de dólares).

A FDA e médicos da Pfizer esperam que o Exubera possa encorajar os diabéticos a fazer um uso mais frequente e melhor da insulina.

"É nossa esperança que a disponibilidade da insulina inalável ofereça mais opções aos pacientes para controlarem melhor os seus níveis de açúcar no sangue", afirmou Steven Galson, director do centro da FDA para Avaliação e Investigação de Medicamentos.

Esse melhor controlo permitirá aos diabéticos ajudar a prevenir graves complicações, nomeadamente doenças dos olhos, rins e nervos.


Lusa/Fim



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