Hoje é o Dia Mundial da Saúde Sexual que tem como objectivo trazer a debate problemas como a falta de acesso a serviços de aconselhamento, a discriminação em questões de orientação sexual ou a mutilação genital feminina.
A Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (membro da Associação Mundial de Saúde Sexual) e a Associação para o Planeamento da Família (APF) uniram-se por uma mesma causa mundial, a luta pelo reconhecimento e pela implementação da saúde sexual e dos direitos sexuais.
Segundo Duarte Vilar, director executivo da APF, assinalar este Dia Mundial é fundamental, já que as questões relativas à saúde sexual e aos direitos humanos no campo da sexualidade é uma temática ainda muito pouco falada na comunicação social.
“Para o responsável é necessária a análise sobre os "direitos das pessoas na sua vida sexual, as violações que ainda existem, em Portugal, e outras sobre a liberdade sexual, como a mutilação genital feminina, a falta de acesso a educação sexual ou a serviços de saúde que possam prestar ajuda a pessoas que estejam a passar por dificuldades de tipo sexual e que no nosso país são muito raros, quase inexistentes".”
Ao nível da educação sexual nas escolas ou fora de escolas, verificaram-se avanços significativos, no entanto, no que se refere aos serviços de aconselhamento e terapia sexual houve um retrocesso, já que ocorreram encerramentos de serviços que prestavam cuidados nessa área, afirmou Duarte Vilar.
Está claro que, em Portugal "falta ainda conquistar a generalização da educação sexual em meio escolar, a lei da identidade de género não discriminatória, o acesso mais eficaz ao planeamento familiar de pessoas de meios desfavorecidos, a eliminação da violência de género e violência doméstica ou a inclusão de conteúdos programáticos sobre sexualidade humana na formação de base de profissionais de saúde e educação”.
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