Cuidados Paliativos.
[B]RESUMO: Cuidados Paliativos referem-se então a um conjunto de conhecimentos que estão direccionados para o alívio do sofrimento dos indivíduos que experienciam uma situação grave de doença, sendo que englobam quer o próprio doente, quer os seus familiares e entes queridos que sofrem.[/B]
Recentemente, com o desenvolvimento de rede nacional de cuidados continuados integrados e com a divulgação, através dos meios de comunicação, dos aspectos relacionados com os Cuidados Paliativos, ainda existe uma grande falta de informação do público em relação a esta temática.
Afinal, o que são Cuidados Paliativos? Será que estão, sempre, relacionados inevitavelmente com a morte?
Qualquer pessoa pode ter acesso aos cuidados paliativos, se encontrar numa situação de doença?
Neste artigo vamos esclarecer alguns aspectos relacionados com esta temática e o próprio conceito de Cuidados Paliativos.
Os Cuidados Paliativos são uma especialidade da área da saúde que tem vindo a desenvolver-se desde o início dos anos cinquenta, inicialmente em Inglaterra, Canadá e nos Estados Unidos da América e progressivamente divulgando-se pela generalidade da sociedade europeia.
Nos últimos anos, devido ao aumento da prevalência da doença crónica, prolongada e incurável nos países ocidentais (doenças como os acidentes cardiovasculares, o síndrome de imunodeficiência adquirida – SIDA, demências, doenças oncológicas e neurológicas incapacitantes, entre outras), os Cuidados Paliativos têm vindo a ser alvo de grande investimento. Afinal, um dos seus principais objectivos é garantir a qualidade de vida das pessoas que passam por ocasiões de grande sofrimento físico, psicológico ou espiritual, assim como das suas famílias.
O que são, então, Cuidados Paliativos? Segundo a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, este tipo de cuidados podem ser definidos como “uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias. São cuidados de saúde activos, rigorosos, que combinam ciência e humanismo” ().
Cuidados Paliativos referem-se então a um conjunto de conhecimentos que estão direccionados para o alívio do sofrimento dos indivíduos que experienciam uma situação grave de doença, sendo que englobam quer o próprio doente, quer os seus familiares e entes queridos que sofrem, normalmente ocultos da atenção do nosso serviço nacional de saúde. Estes cuidados, como indica o próprio nome, são cuidados que pretendem aliviar e melhorar o bem-estar dos envolvidos e podem, portanto, ser prestados em situações variadas.
Estas situações podem englobar, por exemplo, o acompanhamento de um doente com uma doença oncológica, em que o prognóstico é ainda positivo e tem possibilidade de cura, mas que sofre com a presente sintomatologia, como um doente com um estado avançado de doença neurológica em estado terminal.
Os Cuidados Paliativos não têm apenas e necessariamente a ver com a presença da morte, embora, actualmente, sejam a área da saúde onde se realiza de forma mais plena o seu acompanhamento adequado. Com a evolução da nossa cultura e sociedade ocidental, a morte passou a ser encarada como um tabu e foi escondida dos nossos lares e do olhar público. É cada vez mais comum morrer-se no anonimato do hospital, onde a preparação dos profissionais para lidar com estas situações ainda é escassa.
É urgente desmistificar a prática deste tipo de cuidados e os recursos que este utilizam, não como acontecimentos que propiciam ou aceleram a morte e a doença dos envolvidos, mas como uma oportunidade de, enquanto seres humanos, vivermos a experiência da morte (nossa, ou dos nossos entes queridos) como um processo final da vida, natural, em que é possível partilharmos e concretizarmos a nossa essência e a de quem amamos com a maior qualidade possível: sem dor, sem sintomas descontrolados, partilhando os nossos afectos em comum e aprendendo a lidar com a nossa própria mortalidade.
Outras questões relacionadas com esta temática podem ser esclarecidas junto de equipas de profissionais com formação específica nesta área. Apesar de, hoje em dia, a medicina e a tecnologia ainda não terem evoluído ao ponto em que permitem ao Homem não sofrer, existem muitos recursos que temos disponíveis para minimizar o seu sofrimento e o do seu familiar.
Enf.ª Ana Raquel Santos
[B]RESUMO: Cuidados Paliativos referem-se então a um conjunto de conhecimentos que estão direccionados para o alívio do sofrimento dos indivíduos que experienciam uma situação grave de doença, sendo que englobam quer o próprio doente, quer os seus familiares e entes queridos que sofrem.[/B]
Recentemente, com o desenvolvimento de rede nacional de cuidados continuados integrados e com a divulgação, através dos meios de comunicação, dos aspectos relacionados com os Cuidados Paliativos, ainda existe uma grande falta de informação do público em relação a esta temática.
Afinal, o que são Cuidados Paliativos? Será que estão, sempre, relacionados inevitavelmente com a morte?
Qualquer pessoa pode ter acesso aos cuidados paliativos, se encontrar numa situação de doença?
Neste artigo vamos esclarecer alguns aspectos relacionados com esta temática e o próprio conceito de Cuidados Paliativos.
Os Cuidados Paliativos são uma especialidade da área da saúde que tem vindo a desenvolver-se desde o início dos anos cinquenta, inicialmente em Inglaterra, Canadá e nos Estados Unidos da América e progressivamente divulgando-se pela generalidade da sociedade europeia.
Nos últimos anos, devido ao aumento da prevalência da doença crónica, prolongada e incurável nos países ocidentais (doenças como os acidentes cardiovasculares, o síndrome de imunodeficiência adquirida – SIDA, demências, doenças oncológicas e neurológicas incapacitantes, entre outras), os Cuidados Paliativos têm vindo a ser alvo de grande investimento. Afinal, um dos seus principais objectivos é garantir a qualidade de vida das pessoas que passam por ocasiões de grande sofrimento físico, psicológico ou espiritual, assim como das suas famílias.
O que são, então, Cuidados Paliativos? Segundo a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, este tipo de cuidados podem ser definidos como “uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias. São cuidados de saúde activos, rigorosos, que combinam ciência e humanismo” ().
Cuidados Paliativos referem-se então a um conjunto de conhecimentos que estão direccionados para o alívio do sofrimento dos indivíduos que experienciam uma situação grave de doença, sendo que englobam quer o próprio doente, quer os seus familiares e entes queridos que sofrem, normalmente ocultos da atenção do nosso serviço nacional de saúde. Estes cuidados, como indica o próprio nome, são cuidados que pretendem aliviar e melhorar o bem-estar dos envolvidos e podem, portanto, ser prestados em situações variadas.
Estas situações podem englobar, por exemplo, o acompanhamento de um doente com uma doença oncológica, em que o prognóstico é ainda positivo e tem possibilidade de cura, mas que sofre com a presente sintomatologia, como um doente com um estado avançado de doença neurológica em estado terminal.
Os Cuidados Paliativos não têm apenas e necessariamente a ver com a presença da morte, embora, actualmente, sejam a área da saúde onde se realiza de forma mais plena o seu acompanhamento adequado. Com a evolução da nossa cultura e sociedade ocidental, a morte passou a ser encarada como um tabu e foi escondida dos nossos lares e do olhar público. É cada vez mais comum morrer-se no anonimato do hospital, onde a preparação dos profissionais para lidar com estas situações ainda é escassa.
É urgente desmistificar a prática deste tipo de cuidados e os recursos que este utilizam, não como acontecimentos que propiciam ou aceleram a morte e a doença dos envolvidos, mas como uma oportunidade de, enquanto seres humanos, vivermos a experiência da morte (nossa, ou dos nossos entes queridos) como um processo final da vida, natural, em que é possível partilharmos e concretizarmos a nossa essência e a de quem amamos com a maior qualidade possível: sem dor, sem sintomas descontrolados, partilhando os nossos afectos em comum e aprendendo a lidar com a nossa própria mortalidade.
Outras questões relacionadas com esta temática podem ser esclarecidas junto de equipas de profissionais com formação específica nesta área. Apesar de, hoje em dia, a medicina e a tecnologia ainda não terem evoluído ao ponto em que permitem ao Homem não sofrer, existem muitos recursos que temos disponíveis para minimizar o seu sofrimento e o do seu familiar.
Enf.ª Ana Raquel Santos
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