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A Câmara Municipal de Palmela vai continuar a investir a longo prazo na eliminação de barreiras arquitectónicas no centro histórico da vila e no Pinhal Novo de modo a promover a melhoria da acessibilidade.

Todas as extensões actualmente inacessíveis aos cidadãos já estão identificadas nos planos de acessibilidades do município. E segundo a autarquia, esta temática continua a merecer a máxima atenção do executivo, de maneira a que tudo esteja ao alcance de todos, não só no espaço público e nos edifícios mais emblemáticos, mas também ao nível da educação, da cultura e do desporto em Palmela.

Progressivamente, a autarquia tem vindo a realizar alguns rebaixamentos de passadeiras, eliminação de outros obstáculos nas vias, numa multiplicidade de intervenções que se deverá agora estender aos próximos anos.

De acordo com a autarca Ana Vicente, “Não é possível criar, por exemplo, um corredor só para peões no centro histórico devido às imposições do Igespar, mas vai haver com toda a certeza um piso que permita a fácil circulação de uma mãe com um carrinho de bebé ou de uma pessoa em cadeira de rodas”. No futuro, e depois de ultrapassados os obstáculos identificados nos planos de acessibilidade municipais, a autarquia pretende intervir, ainda que de forma pontual, noutras freguesias do concelho, embora “não seja possível intervir sobre todo o território da mesma forma”. “Há que ser coerente”.

“Os planos de acessibilidade local e municipal de Palmela, orçados respectivamente em 126 mil e 218 mil euros, foram desenvolvidos ao longo de dois anos e iniciaram-se com a elaboração da candidatura do Programa Municipal de Promoção da Acessibilidade. Esta candidatura teve o apoio de 50 por cento do Programa Operacional de Potencial Humano (POPH) do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). “A adesão do município em 2004 à Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade demonstra a sensibilidade da câmara municipal para com esta matéria”, explica Ana Teresa Vicente.

A autarca considera que esta temática é “extremamente importante, caso se queira proporcionar a todos os cidadãos uma participação na vida pública de forma integral e integrada”. Apesar de não existir nenhuma linha do QREN que comparticipe as empreitadas dos municípios nesta área, Ana Teresa Vicente adianta que a autarquia está neste momento a equacionar candidatar a fundos comunitários uma rede de ciclovias. Para já, está disponível a todos a publicação “Palmela acessível – queremos construir um município para todos”, onde se expõem as conclusões do desenvolvimento do plano municipal de promoção da acessibilidade de Palmela”.
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