15
Ago

Cientistas americanos anunciaram o desenvolvimento de um novo método rápido e indolor para detectar os primeiros indícios do mal de Alzheimer, uma doença neurológica progressiva e incurável.

Num relatório publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os cientistas do Instituto de Neurociências Blanchette Rockefeller afirmaram que o teste consiste na detecção de uma enzima que reage de maneira anormal na pele de pacientes da Doença.

Actualmente a doença, que afeta principalmente pessoas de idade avançada, é diagnosticada por avaliações psiquiátricas. Segundo números dos Institutos Nacionais da Saúde, nos Estados Unidos há cerca de 4,5 milhões de pessoas sofrendo da doença.

O novo método, além de fácil e rápido, seria também mais preciso no diagnóstico da doença, que leva suas vítimas à demência e à morte, segundo os cientistas. Daniel Alkon, um dos pesquisadores, explica que a doença é difícil de distinguir de outro tipo de demências nas suas primeiras manifestações.

O novo método permitiria uma detecção precoce, quando os remédios podem ser mais efetivos. Segundo os cientistas, o Alzheimer estimula uma mudança na enzima MAP Kinase Erk 1/2. No exame de tecido extraído de pessoas mortas devido a diferentes causas, os cientistas descobriram que a enzima tinha um comportamento diferente quando a morte tinha sido provocada pela doença.

No estudo, eles analisaram tecidos de pessoas que tinham morrido de outros tipos de demência e não detectaram mudanças na enzima, afirmaram.

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