25
Abr
Apenas num ano, ocorreram 233 286 acidentes de trabalho, representando custos efectivos de 609,5 milhões de euros para as empresas e Estado, verificando-se uma subida relativamente aos custos revelados nos anos anteriores.

Director do CRPG Jerónimo de Sousa a apresentar o estudo

Esta é uma das conclusões do estudo intitulado “Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais em Portugal - Das Práticas Actuais aos Novos Desafios”, realizado pelo CRPG – Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, em colaboração com a Deloitte e financiado pelo Programa Operacional Assistência Técnica ao QCA III – Eixo FSE.

Intervenção da Excelentíssima Senhora Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação,Doutora Idália Moniz

CONCLUSÕES DO ESTUDO

Apenas num ano, ocorreram 233 286 acidentes de trabalho, representando custos efectivos de 609,5 milhões de euros para as empresas e Estado, verificando-se uma subida relativamente aos custos revelados nos anos anteriores.

Esta é uma das conclusões do estudo intitulado “Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais em Portugal - Das Práticas Actuais aos Novos Desafios”, realizado pelo CRPG – Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, em colaboração com a Deloitte e financiado pelo Programa Operacional Assistência Técnica ao QCA III – Eixo FSE.

Entidades presentes no evento nomeadamente a Doutora Luísa Portugal do SNRIPD

O estudo, apresentado, teve início em 2005 e remonta a 2003, apresentando os dados mais recentes sobre o panorama português dos acidentes de trabalho e doenças profissionais.

Segundo o relatório do estudo, a ocorrência deste número de acidentes de trabalho resulta em 5,6 milhões de dias de trabalho perdidos, como consequência do absentismo provocado pelas incapacidades resultantes, embora se verifique uma tendência de redução relativamente aos anos anteriores.

Vista da plateia e de diversas pessoas ligadas a esta temática

No que se refere a doenças profissionais verificou-se igualmente um crescimento nos custos envolvidos, atingindo um valor de 53,7 milhões de euros, o equivalente a 9,2 milhões de euros de perda de potencial de produção.

Em resumo, e tendo o PIB nacional como variável de ponderação, o estudo destaca que em 2003, os custos totais com acidentes de trabalho e doenças profissionais ascenderam a 663,3 milhões de euros, significando que 0,51% do PIB foi utilizado para a reparação dos danos. Relativamente às perdas potenciais de produção, no mesmo ano, ascenderam a 621,8 milhões de euros, significando que a capacidade de produção nacional foi limitada em 0,48%.

O estudo apresentado destaca ainda que o número de acidentes mortais apresenta uma tendência decrescente, tendo em 2003 sido registados 181. O sector onde se registaram mais acidentes de trabalho mortais foi o da construção, sendo precedido pelo sector agrícola, da pecuária e dos serviços agrícolas.

Tendo em conta este cenário, o estudo hoje apresentado, lança dois desafios que visam minimizar os números de acidentes de trabalho e o impacto dos mesmos, isto é, introduzir nas empresas uma perspectiva socialmente activa e promover a manutenção e retorno ao trabalho das vítimas de acidentes.

Disability Management, uma nova perspectiva de lidar com a doença e os acidentes de trabalho nas empresas

Apelando a uma mudança de paradigma, apoiada num novo enquadramento jurídico constante no código de trabalho, o CRPG – Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, promove a adopção das práticas de “Disability Management” junto das empresas.

Esta nova filosofia de gestão considera como factor produtivo a intervenção social nas empresas, conferindo às entidades empregadoras a devida responsabilidade social. Esta prática apresenta vantagens muito significativas ao nível da produtividade e clima organizacional, destacando-se o aumento dos níveis de produtividade e um ambiente de trabalho seguro e humanizado.

Mais informações sobre o estudo visite: www.crpg.pt.

Esta notícia já foi consultada 2676 vezes
 
Publicidade