Unida por um acaso, a dupla Bento Amaral, o táctico, e Luísa Silvano, a força, marcará em Pequim a estreia de Portugal nas competições de vela em Jogos Paralímpicos, com o objectivo de um lugar no top-5.
Os dois velejadores portugueses conheceram-se por acaso, em 2006, através de um fisioterapeuta que os acompanhava no Hospital da Prelada, no Porto.
A equipa de SKUD-18 que competirá em Quingdao, a 600 quilómetros de Pequim, Luísa, com um grau de deficiência mínimo, é "proa" e comanda as três velas, enquanto Bento Amaral, tetraplégico, comanda o leme.
"É um trabalho muito exigente em termos físicos, mas também em termos de concentração. Faço o esforço físico que ele (Bento Amaral) não consegue fazer devido ao seu grau de deficiência", disse Luísa Silvano à Agência Lusa.
Bento Amaral define-se como o "tecnicista" e fala da companheira como uma "mulher de força", sem, no entanto, querer menosprezar o seu trabalho táctico.
"Ela (Luísa Silvano) é a força, eu sou a técnica e a táctica", disse, ressalvando: "mas ela hoje em dia já tem também um papel mais técnico na equipa".
Na China, Bento Amaral vai concretizar o sonho de participar nuns Jogos Paralímpicos, que sempre lhe esteve vedado devido à inexistência de competições para o seu grau de deficiência.
"Até 2004 só existiam competições para dois tipos de barco. Se quisesse participar teria de competir com pessoas com muito maior capacidade física", referiu.
Quando em 2005 foi anunciada a criação da classe paralímpica SKUD-18, Bento Amaral, que competia em Acess, apressou-se a procurar "uma pessoa com as características necessárias, que tinha de ser mulher e em que o grau de deficiência não era relevante".
A recuperar no Hospital da Prelada, no Porto, de uma "das muitas operações à perna direita", na qual sofre de uma malformação congénita, Luísa conheceu o fisioterapeuta de Bento Amaral, que a desafiou a "fazer-se ao mar".
"A ideia de fazer vela surgiu em conversas informais", disse Luísa Silvano, que foi nadadora quando era nova, definindo-se como "uma pessoa que aceita desafios".
Com um "filho desportista de 19 anos", que acha piada ao facto de "ter uma mãe aventureira", Luísa, que já este ano se estreou em campeonatos do Mundo com um terceiro lugar em Singapura, vai fazer a sua estreia paralímpica, dias antes de completar 50 anos.
Bento Amaral, que aos 39 anos, concretiza o sonho de estar nuns Jogos Paralímpicos, admite que o "objectivo é ambicioso", mas estabelece como meta "um lugar entre os cinco primeiros", porque toda a preparação da época "foi feita com essa ideia".
Os dois velejadores são unânimes no "lamento" por estarem afastados da restante missão paralímpica, uma vez que as provas de vela se realizam a 600 quilómetros da capital chinesa.
"Gostaria de estar mais próximo de toda a comitiva, mas este é um problema que acontece com a vela quando os Jogos Olímpicos e Paralímpicos se realizam em cidades onde não há mar", disse Bento Amaral, garantindo: "Estamos lá pelo desporto e isso é que interessa".
Em Quingdao, onde durante os Jogos Olímpicos os dias de pouco vento têm alternado com chuva e ventos fortes, as competições 11 regatas da classe SKUD-18 disputam-se entre 8 e 13 de Setembro.
Com muito ou pouco vento, e, seja qual for o resultado, a dupla Amaral/Silvano conquistou já, segundo Bento Amaral, duas vitórias: "a de estar presente em Pequim, e a de marcar a estreia de Portugal na vela".
Os dois velejadores portugueses conheceram-se por acaso, em 2006, através de um fisioterapeuta que os acompanhava no Hospital da Prelada, no Porto.
A equipa de SKUD-18 que competirá em Quingdao, a 600 quilómetros de Pequim, Luísa, com um grau de deficiência mínimo, é "proa" e comanda as três velas, enquanto Bento Amaral, tetraplégico, comanda o leme.
"É um trabalho muito exigente em termos físicos, mas também em termos de concentração. Faço o esforço físico que ele (Bento Amaral) não consegue fazer devido ao seu grau de deficiência", disse Luísa Silvano à Agência Lusa.
Bento Amaral define-se como o "tecnicista" e fala da companheira como uma "mulher de força", sem, no entanto, querer menosprezar o seu trabalho táctico.
"Ela (Luísa Silvano) é a força, eu sou a técnica e a táctica", disse, ressalvando: "mas ela hoje em dia já tem também um papel mais técnico na equipa".
Na China, Bento Amaral vai concretizar o sonho de participar nuns Jogos Paralímpicos, que sempre lhe esteve vedado devido à inexistência de competições para o seu grau de deficiência.
"Até 2004 só existiam competições para dois tipos de barco. Se quisesse participar teria de competir com pessoas com muito maior capacidade física", referiu.
Quando em 2005 foi anunciada a criação da classe paralímpica SKUD-18, Bento Amaral, que competia em Acess, apressou-se a procurar "uma pessoa com as características necessárias, que tinha de ser mulher e em que o grau de deficiência não era relevante".
A recuperar no Hospital da Prelada, no Porto, de uma "das muitas operações à perna direita", na qual sofre de uma malformação congénita, Luísa conheceu o fisioterapeuta de Bento Amaral, que a desafiou a "fazer-se ao mar".
"A ideia de fazer vela surgiu em conversas informais", disse Luísa Silvano, que foi nadadora quando era nova, definindo-se como "uma pessoa que aceita desafios".
Com um "filho desportista de 19 anos", que acha piada ao facto de "ter uma mãe aventureira", Luísa, que já este ano se estreou em campeonatos do Mundo com um terceiro lugar em Singapura, vai fazer a sua estreia paralímpica, dias antes de completar 50 anos.
Bento Amaral, que aos 39 anos, concretiza o sonho de estar nuns Jogos Paralímpicos, admite que o "objectivo é ambicioso", mas estabelece como meta "um lugar entre os cinco primeiros", porque toda a preparação da época "foi feita com essa ideia".
Os dois velejadores são unânimes no "lamento" por estarem afastados da restante missão paralímpica, uma vez que as provas de vela se realizam a 600 quilómetros da capital chinesa.
"Gostaria de estar mais próximo de toda a comitiva, mas este é um problema que acontece com a vela quando os Jogos Olímpicos e Paralímpicos se realizam em cidades onde não há mar", disse Bento Amaral, garantindo: "Estamos lá pelo desporto e isso é que interessa".
Em Quingdao, onde durante os Jogos Olímpicos os dias de pouco vento têm alternado com chuva e ventos fortes, as competições 11 regatas da classe SKUD-18 disputam-se entre 8 e 13 de Setembro.
Com muito ou pouco vento, e, seja qual for o resultado, a dupla Amaral/Silvano conquistou já, segundo Bento Amaral, duas vitórias: "a de estar presente em Pequim, e a de marcar a estreia de Portugal na vela".
Esta notícia já foi consultada 1483 vezes






