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A “Feira d’Alcochete, do Cavalo, do Fado e do Forcado” surge de um grande impacto junto do público que era o da “Feira do Cavalo”. A 16ª edição apresenta-se mais dinâmica e vai realizar-se de 21 a 24 de Maio no espaço da antiga Fábrica do Alumínio, em Alcochete.

“Gostaríamos que a Feira d´Alcochete fosse mais uma referência naquilo que são um conjunto de manifestações da identidade cultural do município de Alcochete”, revela Paulo Machado. “Procurámos fazer com que esta feira correspondesse a uma feira verdadeiramente alcochetana e não uma que pudesse ser replicada noutros locais apenas porque pode ser uma iniciativa interessante. Neste sentido, esta feira corresponde à exaltação de algumas das marcas da nossa dimensão”, acrescenta o vereador da cultura que faz parte da comissão organizadora do evento.

A necessidade de dar maior visibilidade e abrangência à Feira do Cavalo levou à integração de elementos da cultura local como factores de promoção da feira: o fado e o forcado.

“Sob proposta da Câmara Municipal, chamamos-lhe Feira d´Alcochete e entendemos que a marca Alcochete é suficientemente importante para ser marca, associado à ideia do fado e do forcado”, explica Paulo Machado. “Tentámos conciliar no programa as duas componentes principais ligadas a um evento desta natureza. Por um lado, um espaço de natureza rústica, ligada ao cavalo, com uma dimensão claramente popular, onde as pessoas se sintam bem. Por outro lado, quisemos também que esta feira tivesse uma resposta ao tipo de eventos que não tem tido no passado. E portanto, do ponto de vista dos espectáculos, alargaram-se mais para aquilo que era o usual”, sublinha o vereador.

Desde os concursos tradicionais de salto, o festival hípico, as demonstrações de várias artes ligadas à dimensão equestre, a feira vai contar ainda com as tradicionais cavalhadas e também com uma componente importante que é da derriba e da picaria.

“Criámos condições para que possa haver uma manga e possa haver a necessária e importante impostorice ligada ao cavalo, que é bonita de se ver. Gostaria muito de ver as pessoas orgulhosas, bem trajadas, com os cavalos bem tratados e bonitos, bem adornados, porque é também desta vaidade própria que se faz uma feira com qualidade”, revela Paulo Machado.

“Vamos apontar a fasquia para cerca de 20 mil pessoas. O ano passado a feira terá andado à volta das 10 mil, estamos a querer duplicar o público. Vamos ter alguns espectáculos âncora muito importantes e que são potenciadores da feira, pois em torno deles vão-se desenvolver um conjunto de iniciativas que atraem diferentes públicos” acrescenta. É o caso do concerto da Banda de Alcochete, a apresentação do Musical “Fado.. esse malandro vadio”, por Alexandra, Teresa Tapadas e Francisco Sobral, a demonstração da Arte do Forcado, com a participação de 10 grandes Grupos de Forcados nacionais e um espectáculo que associa a alta escola equestre à dimensão musical, o “Alcochete, Horse Gala”.

[B]Pela primeira vez, terá se pagar a entrada na feira. “Tratam-se de ingressos solidários porque o lucro reverte a favor da construção do Lar residencial Casa dos Duques da Cercima”,[/B] explica Paulo Machado. A Cercima é uma Instituição Particular de Solidariedade Social local, do Montijo e Alcochete, e está neste momento a angariar fundos para a construção de um lar para pessoas com deficiência mas autónomos, na freguesia de São Francisco, em Alcochete. “Entendemos que esta seria uma forma das pessoas se associarem directamente a esta causa”, sublinha o vereador da cultura.

O ingresso será 1,50 euros por dia para entrar na feira até às 19h00, e 2 euros a partir das 19h00, para separar o espaço dos espectáculos nobres do restante dia. Quem entrar terá direito a uma pulseira que lhe permite entrar e sair da feira. Só se paga entrada a partir dos 14 anos, o que quer dizer que as crianças podem entrar quando quiserem. Existe também um ingresso para os dias todos, que permite que a pessoa entre na sexta-feira, no sábado e no domingo. Na quinta-feira a entrada não vai ser paga. “Entendemos que, até porque a banda de Alcochete toca, devemos convidar as pessoas a participar livremente na feira e portanto neste dia não vão ser cobrados ingressos”, revela Paulo Machado.

Outro aspecto que também é novo este ano tem a ver com o facto dos espectáculos serem gratuitos, mas se as pessoas quiserem vê-los em lugares sentados, têm de pagar. Segundo o vereador da cultura, “se não houver condições para assistirem nos lugares que escolheram ou se tiverem muita gente à frente, podem sempre adquirir ingressos para lugares sentados”.

O plano de prevenção e segurança da feira está a ser ultimado com a colaboração do gabinete de protecção civil da Câmara que colabora também com a GNR de Alcochete. “Vamos solicitar os serviços da GNR para estarem presentes, vamos ter equipas de segurança no espaço e também a ajuda dos Bombeiros Voluntários”, explica Paulo Machado. “Além daquilo que é a segurança normal, vamos pedir um reforço da polícia de intervenção, sobretudo porque a feira, ao contrário dos outros anos, vai ter um horário. Vai encerrar, o mais tardar, às duas da manhã, o que significa que não entra mais público mas quem está lá dentro vai saindo tranquilamente assim que acabe de beber as suas bebidas”, acrescenta.

Os bares que vão estar na feira serão explorados por bares locais de Alcochete. Vai também haver passeios de charrete para levaras pessoas à vila. [B]De salientar ainda a participação da campeã mundial de dressage de paralímpicos, Sara Duarte, que vai estar presente. Para Paulo Machado, “é um grande privilégio ter uma campeã de dressage sobretudo de paralímpicos, pois trata-se de uma jovem que através da hipoterapia ultrapassou algumas das suas dificuldades causadas pela paralisia cerebral”. A atleta vai estar presente, bem como a escola que a apoia e o seu treinador, que vão explicar o trabalho que realizam e demonstrá-lo. [/B]É um momento “muito importante para se perceber o papel que o desporto tem na nossa própria saúde e acabar com a ideia de que o cavalo é apenas desporto das elites, porque custa dinheiro, mas que pode ser para todos porque a todos trás benefícios enormes”, sublinha o vereador da cultura.



Jornalista: Susana Lage

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