
Todas as crianças têm necessidade de brincar, isto é uma característica da infância. A função do brincar não está no brinquedo, nem no material usado, mas sim, na atitude subjectiva que a criança demonstra na brincadeira e no tipo de actividade exercida. Esta vivência é carregada de prazer e satisfação. É a falta deste prazer ou desta satisfação que pode acarretar na criança, alguns distúrbios de comportamento. A cada etapa evolutiva da criança, a sua maneira de brincar vai se modificando, mas é essencial que a criança tenha a oportunidade de explorar todas as fases do brincar.
A importância do brinquedo passa pela exploração e pela aprendizagem do mundo exterior, utilizando e estimulando os sentidos, a função sensorial, a função motora e a função emocional. As brincadeiras têm uma importante função social, desenvolvem o lado intelectual, e principalmente criam oportunidades para a criança elaborar e vivenciar situações emocionais e conflitos sentidos no dia-a-dia.
A criatividade pode ser estimulada com objectos simples, onde a criança tem a oportunidade de criar, inventar novas funções e utilidades desses objectos. Pedaços de papel, pano, caixas vazias, palhinhas, palitos, fios, cola, lápis, etc., são objectos ricos para a criança poder exteriorizar a sua capacidade de criação e de construção. Devem-se evitar brinquedos muito estruturados, sofisticados, que só representem aquilo a que se destinam.
[B]Os brinquedos mais adequados de acordo com as idades são: [/B]
- De 0 a 2 anos: Explorar a percepção visual através de móbiles grandes e coloridos ao alcance da criança (pendurados no berço). Objectos que produzam sons ao serem manipulados, para que a percepção auditiva seja estimulada.
Objectos de encaixe, a partir de 1 ano de idade. Nesta fase a criança sente satisfação em pôr e tirar objetcos de dentro de caixas, isto estimula a coordenação óculo-manual.
A partir desta fase são muito importantes as brincadeiras de esconder (objectos, rosto, corpo etc). Com este típo de brincadeiras podemos perceber como é que a criança está a reagir ao processo de separação, à ansiedade de querer encontrar o que deseja e é importante para perceber como ela suporta a ausência.
A brincadeira das escondidas, desenvolvida mais tarde, aguça também a inteligência da criança, ela vai adquirindo noções de espaço, tamanho, distancia etc.
- De 2 a 4 anos: Nesta fase os brinquedos passam a ter funções mais específicas, dando oportunidade à criança de vivenciar, através dos brinquedos, a sua vida diária e as suas necessidades básicas, então panelas, bonecos, carrinhos, casinhas, postos de gasolina, são ideais nesta fase. A bola a partir deste momento permite expressar noções de distância, espaço e equilíbrio.
A partir desta idade, a criança passa a mostrar através das suas brincadeiras a vontade, o propósito de fazer algo definido, existindo grande motivação e prazer em concretizar a sua meta.
- De 4 a 6 anos: Nesta fase a criança já se interessa por jogos com regras que podem explorar o raciocínio mental e emocional (o ganhar ou perder do jogo). Nesta fase ela tem a possibilidade de trabalhar com a sua frustração, aspecto fundamental para o equilíbrio da personalidade.
- De 8 a 10 anos: A criança adora confeccionar objectos que lhe agradam. Percebe o meio ambiente como ilimitado, já faz a correspondência entre o mundo externo e o mundo interno. Gosta de coleccionar. É a fase dos jogos comunitários (da apanhada, das escondidas, do futebol), e os jogos mais elaborados como quebra-cabeças são bem vindos.
- De 10 anos em diante: Nesta fase, os vídeo jogos são extremamente adorados pela criança, que deve usá-los com moderação. É interessante jogar sempre com outra pessoa, possibilitando assim, o entendimento da competição, cooperação e processamento da frustração.
Um cuidado a ter é o de não incentivar a criança ao consumismo. Ela diz que quer este ou aquele brinquedo. Normalmente a criança escolhe o brinquedo que se identifica com os valores do seu grupo e nesse momento o diálogo é fundamental. Os pais devem estar sempre atentos a se o brinquedo se adequa, ou não, à sua idade antes de o comprar, procurando adequá-lo à idade e ao nível de maturidade emocional do seu filho.
Quando a criança é privada da necessidade de brincar, vários distúrbios podem se manifestar no seu comportamento: Problemas de sono, irritabilidade excessiva, agressividade, dificuldades de relacionamento em geral. Em cada fase do desenvolvimento, brincar tem funções diferentes, mas o não brincar trará sempre conseqüências negativas.
Propicie ao seu filho uma infância saudável. Lembre-se de que ele deve ter tempo para brincar, a infância é muito curta, portanto deixe-o desfrutar.
Adaptação de texto para português de Portugal por: (colaboradora permanente do ajudas.pt)
A importância do brinquedo passa pela exploração e pela aprendizagem do mundo exterior, utilizando e estimulando os sentidos, a função sensorial, a função motora e a função emocional. As brincadeiras têm uma importante função social, desenvolvem o lado intelectual, e principalmente criam oportunidades para a criança elaborar e vivenciar situações emocionais e conflitos sentidos no dia-a-dia.
A criatividade pode ser estimulada com objectos simples, onde a criança tem a oportunidade de criar, inventar novas funções e utilidades desses objectos. Pedaços de papel, pano, caixas vazias, palhinhas, palitos, fios, cola, lápis, etc., são objectos ricos para a criança poder exteriorizar a sua capacidade de criação e de construção. Devem-se evitar brinquedos muito estruturados, sofisticados, que só representem aquilo a que se destinam.
[B]Os brinquedos mais adequados de acordo com as idades são: [/B]
- De 0 a 2 anos: Explorar a percepção visual através de móbiles grandes e coloridos ao alcance da criança (pendurados no berço). Objectos que produzam sons ao serem manipulados, para que a percepção auditiva seja estimulada.
Objectos de encaixe, a partir de 1 ano de idade. Nesta fase a criança sente satisfação em pôr e tirar objetcos de dentro de caixas, isto estimula a coordenação óculo-manual.
A partir desta fase são muito importantes as brincadeiras de esconder (objectos, rosto, corpo etc). Com este típo de brincadeiras podemos perceber como é que a criança está a reagir ao processo de separação, à ansiedade de querer encontrar o que deseja e é importante para perceber como ela suporta a ausência.
A brincadeira das escondidas, desenvolvida mais tarde, aguça também a inteligência da criança, ela vai adquirindo noções de espaço, tamanho, distancia etc.
- De 2 a 4 anos: Nesta fase os brinquedos passam a ter funções mais específicas, dando oportunidade à criança de vivenciar, através dos brinquedos, a sua vida diária e as suas necessidades básicas, então panelas, bonecos, carrinhos, casinhas, postos de gasolina, são ideais nesta fase. A bola a partir deste momento permite expressar noções de distância, espaço e equilíbrio.
A partir desta idade, a criança passa a mostrar através das suas brincadeiras a vontade, o propósito de fazer algo definido, existindo grande motivação e prazer em concretizar a sua meta.
- De 4 a 6 anos: Nesta fase a criança já se interessa por jogos com regras que podem explorar o raciocínio mental e emocional (o ganhar ou perder do jogo). Nesta fase ela tem a possibilidade de trabalhar com a sua frustração, aspecto fundamental para o equilíbrio da personalidade.
- De 8 a 10 anos: A criança adora confeccionar objectos que lhe agradam. Percebe o meio ambiente como ilimitado, já faz a correspondência entre o mundo externo e o mundo interno. Gosta de coleccionar. É a fase dos jogos comunitários (da apanhada, das escondidas, do futebol), e os jogos mais elaborados como quebra-cabeças são bem vindos.
- De 10 anos em diante: Nesta fase, os vídeo jogos são extremamente adorados pela criança, que deve usá-los com moderação. É interessante jogar sempre com outra pessoa, possibilitando assim, o entendimento da competição, cooperação e processamento da frustração.
Um cuidado a ter é o de não incentivar a criança ao consumismo. Ela diz que quer este ou aquele brinquedo. Normalmente a criança escolhe o brinquedo que se identifica com os valores do seu grupo e nesse momento o diálogo é fundamental. Os pais devem estar sempre atentos a se o brinquedo se adequa, ou não, à sua idade antes de o comprar, procurando adequá-lo à idade e ao nível de maturidade emocional do seu filho.
Quando a criança é privada da necessidade de brincar, vários distúrbios podem se manifestar no seu comportamento: Problemas de sono, irritabilidade excessiva, agressividade, dificuldades de relacionamento em geral. Em cada fase do desenvolvimento, brincar tem funções diferentes, mas o não brincar trará sempre conseqüências negativas.
Propicie ao seu filho uma infância saudável. Lembre-se de que ele deve ter tempo para brincar, a infância é muito curta, portanto deixe-o desfrutar.
Adaptação de texto para português de Portugal por: (colaboradora permanente do ajudas.pt)
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