Cerca de dois mil doentes estão em lista de espera por um rim, sendo que as principais causas da insuficiência renal são a diabetes e a hipertensão arterial, revelou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro.
Ao CM, Pizarro sublinhou o aumento dos transplantes de cadáveres e também de dadores vivos. "Os portugueses são muito solidários e aceitam bem a doação de órgãos de familiares cadáveres. Um dador dá em média três órgãos, o que permite 500 transplantes por ano e aumentar para 39 os hospitais que fazem colheita.
[B]DISCURSO DIRECTO[/B]
"PORTUGAL É LÍDER NOS TRANSPLANTES DE FÍGADO", Manuel Pizarro, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde
Correio da Manhã – Qual é a avaliação que faz das doações e transplantes de órgãos em vida e de cadáver em Portugal?
Manuel Pizarro – Uma avaliação boa, porque Portugal é o primeiro país do Mundo na liderança dos transplantes de fígado e o segundo maior nos transplantes de rim, logo seguido de Espanha.
– Mas há portugueses a serem transplantados em Espanha.
– Em 2008 demos a Espanha 43 órgãos, porque não havia doentes portugueses compatíveis, e recebemos vinte órgãos.
– Com tantos acidentes rodoviários, não é possível mais colheitas?
– Temos uma média de 29,4 dadores por milhão de habitantes, o que permitiu melhorar a organização da rede de colheitas.
– Significa mais colheitas?
– Mais hospitais autorizados a fazer colheita. Passámos de 32 em 2008 para 39; pela primeira vez foi possível diminuir o número de inscritos à espera de um órgão.
– Mas continuamos com baixos índices de transplantes no caso do pulmão.
– É verdade, mas também aí aumentámos os transplantes: passámos de quatro em 2008 para cinco no primeiro semestre de 2009.
– Qual é a situação das doações em vida?
– A nova lei permite que não sejam só as pessoas com laços de consanguinidade até ao segundo grau a doar órgãos. Temos 50 dadores vivos, dos quais sete são cônjuges.
– E outros familiares?
– Temos cinco pais que doaram um órgão, catorze mães, dezanove irmãos e cinco filhos.
– Houve outros dadores fora da família?
– Não há registo. A lei é muito cautelosa para que não haja tráfico.
– Foi detectado algum caso suspeito de tráfico de órgãos?
– Não há conhecimento. As comissões avaliam bem os casos antes de autorizarem a doação.
Cristina Serra
Ao CM, Pizarro sublinhou o aumento dos transplantes de cadáveres e também de dadores vivos. "Os portugueses são muito solidários e aceitam bem a doação de órgãos de familiares cadáveres. Um dador dá em média três órgãos, o que permite 500 transplantes por ano e aumentar para 39 os hospitais que fazem colheita.
[B]DISCURSO DIRECTO[/B]
"PORTUGAL É LÍDER NOS TRANSPLANTES DE FÍGADO", Manuel Pizarro, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde
Correio da Manhã – Qual é a avaliação que faz das doações e transplantes de órgãos em vida e de cadáver em Portugal?
Manuel Pizarro – Uma avaliação boa, porque Portugal é o primeiro país do Mundo na liderança dos transplantes de fígado e o segundo maior nos transplantes de rim, logo seguido de Espanha.
– Mas há portugueses a serem transplantados em Espanha.
– Em 2008 demos a Espanha 43 órgãos, porque não havia doentes portugueses compatíveis, e recebemos vinte órgãos.
– Com tantos acidentes rodoviários, não é possível mais colheitas?
– Temos uma média de 29,4 dadores por milhão de habitantes, o que permitiu melhorar a organização da rede de colheitas.
– Significa mais colheitas?
– Mais hospitais autorizados a fazer colheita. Passámos de 32 em 2008 para 39; pela primeira vez foi possível diminuir o número de inscritos à espera de um órgão.
– Mas continuamos com baixos índices de transplantes no caso do pulmão.
– É verdade, mas também aí aumentámos os transplantes: passámos de quatro em 2008 para cinco no primeiro semestre de 2009.
– Qual é a situação das doações em vida?
– A nova lei permite que não sejam só as pessoas com laços de consanguinidade até ao segundo grau a doar órgãos. Temos 50 dadores vivos, dos quais sete são cônjuges.
– E outros familiares?
– Temos cinco pais que doaram um órgão, catorze mães, dezanove irmãos e cinco filhos.
– Houve outros dadores fora da família?
– Não há registo. A lei é muito cautelosa para que não haja tráfico.
– Foi detectado algum caso suspeito de tráfico de órgãos?
– Não há conhecimento. As comissões avaliam bem os casos antes de autorizarem a doação.
Cristina Serra
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