29
Abr
 
Angola: Deficientes têm instrumentos de trabalho
 
As cooperativas de pessoas portadoras de deficiência da província da Huíla receberam, no fim-de-semana, kits de agricultura e de várias outras actividades profissionais, no âmbito do programa de reintegração socioeconómica.

O ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, que fez a entrega, afirmou que a oferta faz parte das orientações do Presidente da República, que está preocupado com a reintegração social e produtiva das pessoas portadoras de deficiência.

A oferta, que contemplou as cooperativas de todos os municípios, é composta por 120 kits de agricultura, 160 de engraxadores, 126 barbearia e 30 de pedreiro, de carpintaria e de serralharia

Além disso, foram entregues 56 motociclos, umas com características específicas para transporte de produtos e outras para reforçar a cooperativa de moto táxis, que já funciona nos municípios do Lubango, Matala e Quipungo.

“O Chefe do Executivo não quer mais pessoas portadoras de deficiência a pedir esmolas nas ruas, por isso orientou a criação de condições que lhes permitam desenvolver actividades para o sustento das famílias”, disse o ministro.

Kussumua pediu aos beneficiários que utilizem da melhor forma os artigos que lhes foram entregues para que sirvam de fonte de rendimento das famílias e promoção do auto emprego.

A directora provincial da Assistência e Reinserção Social, Catarina Manuel, referiu que os meios entregues vão beneficiar directa e indirectamente mais de duas mil pessoas.


Os beneficiários:

O director do Centro Elavoco, Didier Sulissa, agradeceu, em nome dos beneficiários, o gesto do Governo e disse que os kits vão permitir reintegrar na vida socioeconómica 2.049 deficientes em projectos de sapataria, engraxador, barbearia, pedreira, electricidade, agricultura, serralharia e carpintaria. “Os meios que nos foram oferecidos vão promover o auto emprego e minimizar as carências que temos. Comprometemo-nos a cuidar bem deles”, referiu.

António Barbosa, portador de deficiência, da cooperativa de moto táxis, disse que o gesto o incentiva a trabalhar para sustentar a família, composta por seis pessoas.

“O Governo já fez a sua parte com a entrega das motorizadas, agora cabe a cada um de nós trabalhar e cuidar bem delas, para que sirvam de fonte de rendimento para sustentar os nossos filhos e mulher”,
concluiu .
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