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O projecto "Praia acessível, Praia para todos" galardoou 50 zonas balneares costeiras e interiores em 2005 por cumprirem os requisitos arquitectónicos de acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

O coordenador do projecto e responsável do Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência (SNRIPD), Carlos Pereira, espera que o número de praias acessíveis cresça este ano. "A adesão foi bastante boa, tendo em conta que foi o primeiro ano em que se atribuíram estas bandeiras. Em 2006 devemos recuperar algumas praias que se candidataram no ano passado, mas não conseguiram cumprir determinados requisitos. Acredito que vamos chegar pelo menos às 75 praias acessíveis", afirmou.

De acordo com o responsável, candidataram-se, no início do ano passado, 90 zonas balneares.

"Em Maio tínhamos 68 que referiam ter os requisitos exigidos, mas 18 foram eliminadas", disse Carlos Pereira, acrescentando que este ano essas praias poderão ser recuperadas. Entre estas encontravam-se algumas praias da linha de Cascais e da Costa da Caparica que tiveram obras ao abrigo dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira e zonas balneares interiores que não foram consideradas por causa da seca.

"Este projecto não se destina a criar apenas acessibilidades para as pessoas com deficiência. Melhora a qualidade das praias porque possibilita também que sejam frequentadas pelos idosos ou pessoas que transportam um carrinho de bebé", sublinhou o responsável do SNRIPD.

Para uma zona balnear ser considerada acessível deve obedecer a um conjunto de requisitos: acesso pedonal e estacionamento; acesso ao areal através de rampas; passadeiras até à zona de toldos e outros equipamentos; instalações sanitárias adaptadas; serviço de primeiros socorros; nadadores salvadores com formação específica. Existem ainda algumas condições facultativas como a disponibilização de cadeiras de rodas ou canadianas anfíbias.

Carlos Pereira referiu que as maiores dificuldades apontadas prendem-se com as passadeiras, o estacionamento que não é respeitado muitas vezes e a adaptação das instalações sanitárias, embora destaque "o grande interesse e empenho dos concessionários e das câmaras".

O projecto “Praia acessível, Praia para todos" arrancou em 2004, na sequência do Ano Europeu das Pessoas com Deficiência, e prolonga-se até 2006.

É coordenado pelo SNRIPD e conta com a colaboração do Instituto da Água, Direcção-Geral do Turismo, Instituto do Emprego e Formação Profissional e Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, entre outras entidades.




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