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De acordo com os resultados de um novo estudo, as crianças com deficiência de vitamina D são mais propensas a ter alergias alimentares e alergias respiratórias (causadas por componentes ambientais inalados).

O estudo concluiu que crianças com níveis baixos de vitamina D (menos de 15 nanogramas por mililitro de sangue, em comparação com o normal de mais de 30 nanogramas) eram 2,3 vezes mais propensas ao ter alergia a carvalho e 2,4 vezes mais propensas a ter alergia ao amendoim. Alergias a ambrósia, cães, insectos, camarão e sete outros alérgenos também eram mais comuns em crianças com deficiência de vitamina D.

O estudo foi baseado numa amostra nacionalmente representativa de 3.136 crianças e adolescentes. Os investigadores mediram os níveis de vitamina D no sangue das crianças, além de entrevistá-las e realizar exames físicos. Também foram estudados 3.454 adultos, mas não foi encontrada nenhuma associação significativa.

A ideia surgiu de um estudo anterior que tinha mostrado que o número de pessoas com reacções alérgicas alimentares agudas aumenta no inverno. Os níveis de vitamina D tendem a ser menores no inverno, porque as células da pele precisam de luz solar para produzir vitamina D no corpo.

Como tanto o número de casos de deficiência de vitamina D como o número de casos de alergias estavam aumentando nos EUA, os investigadores pensaram que poderiam estar correlacionados. Os cientistas também acreditam que a vitamina D possui efeitos anti-inflamatórios no organismo, que podem desempenhar um papel significativo nessa ligação.

Outras investigações têm sugerido uma ligação semelhante. Um estudo de 2010 mostrou que a vitamina D reduziu a produção de proteínas relacionadas com alergias. Outro estudo de 2010 descobriu que níveis baixos de vitamina D estão associados com um risco maior de infecções respiratórias.

Porém, os cientistas alertam que a investigação actual mostra apenas uma associação, e não prova que a deficiência de vitamina D provoca alergias em crianças. De qualquer forma, as crianças devem consumir quantidades adequadas de vitamina A. As últimas recomendações dietéticas pedem que as crianças tomem 600 UI de vitamina D por dia.
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