16
Dez
Um dia de 2012 que passou quase despercebido - Dia Internacional da pessoa com Deficiência
O ajudas.pt pautou-se sempre por dar voz a todos os intervenientes na área da reabilitação, desde os membros do governo passando por ONG publicas, entidades privadas, pessoas comn deficiência e familiares.
Assim sentimos que é nosso dever publicar uma mensagem de email que nos chegou.

"Desde 2005 que nunca se falou tão pouco na pessoa com deficiência. Foi preciso termos chegado a 2012, passando ainda por 2011, para que a dificuldade desta população nem sequer faça parte de planos, discursos ou medidas, deste governo.

Temos que admitir e reconhecer que foi no governo anterior com a Dra. Idália Serrão que esta temática voltou a ser uma prioridade em todos os aspectos.

Nunca antes de tinha elaborado um plano como o PAIPDI, nunca se tinham analisado tantos dados, nunca antes se tinham colocado tantas questões.
O certo é que depois da saída desta secretária de estado mais nada se fez. As verbas de apoio caíram, as pensões custam mais ainda a ser atribuídas, na educação os apoios são um caos, as ONGs nem sabem o que podem fazer para manter os utentes, etc,....
Foi mesmo a esta Secretária de Estado que muitos apontaram defeitos, muitos mais criticaram e ainda mais questionaram e lançaram dúvidas. Admitamos porém que agora de NADA se fala, as pessoas com deficiência nem fazem parte do discurso político-social, o secretário de estado nada faz e nem responde a quem o questiona.

Gostaria de reforçar que escrevo este artigo como forma da minha revolta e das tentativas em vão para obter respostas de um tal instituto de reabilitação (INR) que nada parece fazer, do gabinete do Ministro Pedro Mota Soares e do respectivo Secretário de estado que nem sequer um email de confirmação de recepção da mensagem enviam.
O silêncio é absoluto. Temos de facto de nos unir e remar todos para o mesmo lado para alguém tomar medidas concretas que ajudem mais de 10% da população.
Não adianta juntar umas dezenas modestas de pessoas de uma ou outra ONG, temos mesmo de nos juntar e coordenar acções.
Os pais devem ter mais apoio, as pessoas com doenças graves ou deficiências merecem ter mais oportunidades (tanto quanto quem não tem estes condicionalismos). Os cuidadores são pessoas sem qualquer formação e merecem tê-la. Os lares de seniores estão no caos que se percebe. Ninguém fiscaliza, ninguém quer saber.
Hoje só se sabe se a comunicação social investigar! Mas afinal é a TV que tem de fazer esse papel? Como são então atribuídas as licenças de funcionamento? Quem acompanha estes processos? Temos dinheiro que sobre para desperdiçar em apoios que nunca são revistos e que afinal foram mal atribuídos?

Deixo um conselho: que 2013 seja um ano de maior união para bem de todas as pessoas que mais do que nunca precisam de apoio de todos nós.
Bom Natal"
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