19
Dez
Acessibilidade à Informação - Onde?  Como desapareceu?Desde 2005 que o esforço em tornar as páginas da internet ACESSÍVEIS, nos sítios governamentais e institutos públicos, foi grande e moroso. O facto é que embora muito tenha ficado por fazer, muito ficou feito.
Na altura a Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, enfrentou ministros, directores, administradores, pessoas com deficiência e público em geral.
Os resultados foram visíveis em muitos aspectos.

O instituto nacional para a Reabilitação remodelou totalmente o seu sítio e muitos outros portais de entidades público-privadas seguiram o seu exemplo.
Na altura fomos também confrontados com diversos lobbies até para a corrida à "adaptação" dos sítios de muitas empresas, bancos e organismos estatais, mas o certo é que a acessibilidade esteve na ordem do dia durante muitos meses.
Hoje estamos pior do que alguma vez se esteve. O governo nem informação actual tem em muitos dos seus portais. As páginas inexistentes ou com erros multiplicam-se, provocando dúvidas e desespero nos visitantes que procuram informação na Web.
As pessoas com deficiência nem para procurar emprego têm acesso aos sítios mais comuns.
As oportunidades deixaram de ser para todos porque a informação não chega a todos da mesma forma.
O ajudas.pt fez várias tentativas de alerta para diversas entidades salientando o estado em que estavam os seus sítios e o facto de a acessibilidade necessária precisar de monitorização. Ninguém ouviu, nomeadamente o INR (Instituto Nacional para a Reabilitação) que supostamente deveria ser um exemplo para muitos organismos e para as ONGs que estão sobre o seu apoio.
Lamentamos concluir que actualmente o cenário de exclusão e desigualdade de oportunidades tenha regressado.
É certo que a crise tomou conta de todos os discursos mas não se deixou de utilizar a tecnologia para serviços como as finanças, por exemplo. Esta forma de desburocratizar o sistema resulta numa extraordinária dificuldade em ter acesso a estes serviços (que agora estão obrigatoriamente online), ao nosso banco, à segurança social (nem o sítio da segurança social directa é acessível nem tão pouco perceptível em muitos aspectos fundamentais).
A realidade é que a palavra ACESSÍVEL voltou a ser conotada como algo para pessoas com deficiência.
Não é!
Da mesma forma que uma rampa dá “jeito” a todos mesmo quando vamos com um carrinho de bebé, com cadeira de rodas ou simplesmente porque preferimos, a Informação TEM de ter uma forma simples, objectiva e sendo de base tecnológica tem de permitir o seu acesso com tecnologias de apoio (usadas também por pessoas com deficiência, pessoas com baixa visão, etc…).
Este é o nosso parecer, com factos concretos porque nos envolvemos, porque fomos pró-activos, porque fomos mais longe nos estudos e análises que fizemos.
Esta notícia já foi consultada 15407 vezes
 
Publicidade