30
Mar

O presidente do Comité Paralímpico Angolano (CPA), Leonel da Rocha Pinto, defendeu hoje, em Luanda, melhor enquadramento do desporto adaptado no Conselho Superior do Desporto em África (CSSA).

O dirigente vai manifestar esta posição durante a assembleia geral da Confederação Africana de Desporto para Deficientes (ASCOD), a realizar-se de 01 a 04 de Abril, na África do Sul.

Em declarações à Angop, na capital do país, disse ser necessário que elementos do desporto adaptado façam parte do corpo técnico do Conselho Superior do Desporto em África, para que os interesses dos paralímpicos sejam salvaguardados.

O também presidente da zona VI da Ascod explicou que quando se trata de competições sob responsabilidade do CSSA normalmente a organização não estuda com profundidade os tipos de deficiências a enquadrar, por falta de pessoas experientes na área.

Citou como exemplo os jogos da Sadc este ano na Namíbia em que as deficiências T12 e T13 seleccionadas, em sua opinião, não são as mais indicadas.

"Trata-se de atletas com pequenas lesões na visão, quando se podia indicar outras classes em que o grau de dificuldade é bem mais visível, designadamente a auditiva, mental, visual ou motor", explicou.

Para si, o melhor enquadramento no CSSA podia significar maior apoio daquele organismo para o desporto paralímpico, fundamentalmente na área da formação de formadores e fisioterapeutas.

Leonel da Rocha Pinto, igualmente vice-presidente para a comunicação e marketing da confederação continental de desportistas deficientes, indicou que irão debater na assembleia geral na África do Sul, os programas de desenvolvimento.

Vão abordar ainda a definição de políticas e maior apoio dos governos, bem como o local e data para a realização da II Conferência Regional do desporto para pessoas que necessitam de cuidados especiais.

O primeiro encontro do género realizou-se em Junho de 2001 (27 a 29), em Luanda.

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